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Seu corpo e Minha poesia

  • Alexander Bertoti
  • 18 de mai. de 2020
  • 1 min de leitura

Indo embora vejo seu corpo,

Enquanto o Sol se esforça

para entrar no quarto escuro.

As fracas luzes passam de seu corpo

Aos meus pés que por fim, chegam aos meus olhos.

Levanto a mão me protegendo da luz

Indo embora vejo seu corpo,

As ondulações no lençol,

O desenho abstrato que seu cabelo

faz no travesseiro e coberta.

Indo embora vejo seu corpo,

As leves marcas do meu toque,

Sua fraca respiração da manhã

Enquanto o caos lá fora nasce.

Sou um homem de alma.

Você acordará e terei partido,

Da mesma forma que este

teimoso feixe de luz solar.

Acendo um cigarro enquanto caminho

Na longa rua iluminada pelo sol nascente,

Lembro dos versos criados a cada

parágrafo do seu corpo; pés, coxas, costas.

Indo embora vejo seu corpo,

Vejo que faço da poesia minha assinatura,

Você acordará e sentirá pequenos versos

correndo em cada parte intima de seu corpo.

Enquanto ainda sinto o seu leve romance,

Ecoando e se apagando em meu peito.

Pela primeira vez vejo que faço questão

que haja amor para que eu escreva novamente,

Para que pela manhã não exista esgotamento

Que o feixe de luz entre pela janela

Acaricie o meu e seu corpo simetricamente.

Enquanto o tempo passa

Enquanto não encontro o amor,

O corpo para minha poesia.

Acendo o cigarro, abro a geladeira,

Pego a cerveja mais gelada...

E me sento em frente ao papel branco,

Enquanto o amor não chega,


Faço de mim meu corpo e alma favorito.


Artista: Ron Hicks

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